Praia de Santo Antônio

16/04/2017

Paraíso escondido no litoral norte da Bahia

Um lugar primitivo surge entre dunas de areia branca e extensos coqueirais. Casinhas coloridas enfeitam a paisagem próxima ao mar. O pequeno vilarejo de pescadores e artesãs encanta com sua simplicidade e conquista quem gosta de tranquilidade à beira-mar. A vila de Santo Antônio é um desses paraísos que parece ter ficado perdido em algum lugar do passado. Foi há poucos meses que a luz elétrica substituiu o gerador. Também não faz muito tempo que os carros tiveram acesso às ruas de areia. O jegue continua sendo o principal meio de transporte de pessoas e mantimentos. Depois de uma caminhada através das dunas levemente salpicada de vegetação rasteira, o visitante se depara com uma praia paradisíaca. Localizada no município de Mata de São João, há apenas 6 km de Costa do Sauípe, a praia de Santo Antônio ainda é praticamente virgem e deserta durante a grande parte do ano. Apenas cinco barracas rústicas, feitas de madeira e palhas de coqueiro, oferecerem deliciosos pratos de fruto do mar. Aí é possível experimentar o acarajé da única baiana instalada nessa área e ainda saborear bebidas super geladas. Na área de mar aberto, os surfistas aproveitam as ondas. Porém, devido á grande quantidade de pedras na região, piscinas naturais se formam na maré baixa e oferecem um delicioso banho às crianças e adultos. O local também é ótimo para a prática da pesca. Não é à-toa que os moradores do vilarejo vivem dessa atividade.


Como tudo começou...

A história da vila de Santo Antônio começa com as caminhadas de um carteiro da região, que passava por aquelas praias e se encantou por um pedacinho de terra. Comprou e fez dali um sítio. Foi aí que surgiu o primeiro morador. Os anos se passaram, a família cresceu e o vilarejo foi surgindo entre o rio Imbassaí, a praia, as dunas e os coqueirais. "Meu avô começou isso aqui. Já estamos na sétima ou oitava geração e isso aqui não acaba mais nunca", comemora Seu Tomaz Mendes, dono do restaurante O Pescador. Hoje, praticamente todos os moradores da vila são de uma mesma família, os Mendes. Os poucos que vierem depois foram entrando para a família, construindo uma casinha e ficando nesse paraíso do litoral baiano. As mulheres herdaram dos índios a arte de tecer com piaçava. Confeccionam belas esteiras e bolsas de palha, uma tradição passada de mãe para filha que movimenta a economia local.
Essa pequena vila chamada Santo Antônio é assim: ideal para descansar, relaxar e esquecer do mundo. Um lugar cheio de histórias, natureza e encantos.


Culinária baiana com toque regional

Como em todo o litoral norte baiano, as comidas mais procuradas na vila de Santo Antônio são à base de frutos do mar. Mas esse pequeno vilarejo conseguiu dar um toque especial às comidas típicas. À famosa moqueca, por exemplo, foi acrescentada a banana da terra e o queijo, além do tempero bem caseiro. Vale a pena dar uma passada no restaurante Maria Muqueca e experimentar a iguaria que varia de R$ 25 a R$ 35 para duas pessoas. Satisfação garantida também é no restaurante O Pescador, que tem como especialidade lagosta grelhada a R$ 60 para duas pessoas. Quem quiser caminhar até Diogo, pode experimentar as guloseimas do Sombra da Mangueira, um restaurante aconchegante e bem conhecido na região.

Como chegar na Vila de Santo Antônio

A vila de Santo Antônio fica a cerca de 90 km do aeroporto internacional de Salvador. Segue-se pela BA-099, conhecida como Estrada do Coco, que, após Praia do Forte, muda de nome para Linha Verde. A entrada para a vila não tem indicação. Mas não é difícil de achar. Fica logo após a ponte do Rio Imbassaí, uma estradinha de barro batido e lascas de coco. Esse trecho não está em bom estado. É possível chegar em Santo Antônio também através de Diogo. Mas isso exige uma boa caminhada de 20 minutos através das dunas para depois seguir pela praia por mais 10 minutos. Na linha Verde, a entrada de Diogo é bem sinalizada.